Week 10 – Making of| Semana 10

(portuguese below)

C.S. Lewis is one of my top 5 writers of all time.

Seriously.

If you’re a reader you know how hard it is to come up even with 5 favourite authors. Let’s not even begin to mention the books themselves – then it becomes an impossible task.

But C.S. Lewis has been there for me from the beginning. His Chronicles of Narnia were my favourite books when I was a kid. I simply (still) love the idea of parallel  worlds one can travel to and live out a much more exciting story than the one we have here. Where magic happens and animals talk and wardrobes and paintings become portals to your beloved places. I’ve always loved fairytales and C.S. Lewis was a master at weaving stories with truth and making them sound exactly where you would want to live.

As I grew up, for a long time, I thought Chronicles of Narnia were just for kids. But then I met a team of americans when I was in Mombasa, on the Kenyan coast,  who were reading all seven books of the series together. Once I learned of it and talked to them, one of the girls told me ‘It’s amazing! You should read it again! It’s definitely not just for kids!’. I guess C.S. Lewis was right when he said “Some day you will be old enough to start reading fairy tales again.” How right he was! Fast forward to a couple of years later and I was living in Eldoret, Western Kenya and a friend gifted me with the series. I wasted no time in reading them and fell in love with Narnia and the series all over again. Except this time I had eyes to see what I never noticed while I was growing up. That girl was right, it is awesome! 🙂

Til We have Faces is his last book and it’s very different from everything he wrote before. It’s the kind of book that won’t resonate with you unless you have a certain maturity, or else it doesn’t make much sense. I know because the first time I read it I was fresh out of University and though I thought it was interesting, it went right over my head. A friend lent it to me but I couldn’t understand what the fuss was all about. Years (and many heartaches) later I picked it up again.

WOW!

That’s all I can say. I guess the second time around I was at the right place and his words sunk in and went deep, resonating into every fiber of my being.

The book tells the myth of Psyche from the viewpoint of her (ugly) sister, Orual. And therein lies the genius of this book. It is psychologically complex and very deep. It has two parts. And the most interesting is the second part. But you can’t skip the first, you have to read through it. Oh but it’s so worth it!

The quote I got is one of many and I loved it for so many reasons. Most of all because it speaks of being an exile, a wanderer. Of being open-minded and seeing the world through different eyes, understanding that we’re actually all one people and the world is one place. Nationalities and borders notwithstanding, we need each other in order and we’re much stronger together than apart. This is not mumbo-jumbo, it’s truth. I believe that in times of so much trouble over refugees and displaced people it is something good to keep in mind.

In order to build the image I had in mind I had to use many different images. First I needed to shoot my friend, who is the cutest pregnant lady at the moment, who agreed to be my model. By the way, she’s the one who helped me when I was thinking about starting this project. (Thank you Cecilia!) 🙂 We went looking for a good location where I could shoot her basic image so I could edit later. We looked and looked but alas, we couldn’t find it. So we drove back home where I set everything up in my makeshift studio and I shot a few variations of the picture below.

Week 10-1small blog

I had to stick the rope to the ceiling to make sure I had the photo I needed. Below you can see the setup I used. One light, plus window light. As I’m the one shooting the picture you can’t see me, or the window that is right behind me.

Week 10-5small blog

This was just the beginning. After that came the work of making the background and the flying house. The flying house, by the way, was inspired/borrowed from Laurent Chéhères gorgeous work entitled, you guessed it, Flying houses. Considering the concept and what I wanted to convey with the final image I knew the idea of a flying house would fit perfectly as one ou can carry with you, making home wherever you are. I had to use about 3 different houses to make the final one:

basic houses small blog

Flying house detailSmall blog

The background was build up from many different pictures I had in storage from my trips to different places and continents. I lost count of how many I used, definitely more than 5. 😀 Here’s a close up of the ground and a bit of the sky for you to see what I mean.

background detailSmall blog

So far this is one of the images that I had the most work to put together. But I was beyond happy with the result and I hope the idea of this quote will resonate with you and make you think just as it has made me.

“No book is really worth reading at the age of ten which is not equally – and often far more – worth reading at the age of fifty and beyond.”  C.S. Lewis

____________________________________________________________

C.S. Lewis está entre os meus 5 autores favoritos de todos os tempos.

Sério.

Se você é um leitor como eu sabe o quanto é difícil chegar em 5. Sem falar em livros – aí fica impossível escolher.

Mas C.S. Lewis esteve na minha vida desde o começo. ‘As Crônicas de Nárnia‘ eram meus livros favoritos quando eu era criança. Eu simplesmente (ainda) amo a idéia de mundos paralelos que você pode viajar e conhecer e viver uma história muito mais legal do que a que tem aqui. Onde a mágica acontece e os animais falam e os guarda-roupas se tornam portais para lugares que você ama. Sempre amei contos de fadas, e Lewis era um mestre em contar histórias tecendo verdades e fazendo-as soar exatamente como o tipo de lugar você gostaria de morar.

A medida em que cresci, e por muito tempo, pensei que as Crônicas de Nárnia fossem para crianças. Mas aí conheci uma equipe de americanos quando morava em Mombasa, na costa do Quênia, que estavam lendo juntos e em voz alta todos os livros da série. Quando descobri e conversei com eles sobre isto uma das meninas me disse ‘É incrível! Você tem que ler de novo. Não é só para crianças não!’ Acho que Lewis estava certo quando disse ‘Um dia você terá idade suficiente para começar a reler seus contos de fada.’ e ele estava certo! Uns dois anos depois eu morava em Eldoret, no oeste do Quênia e um casal de amigos me deu os livros da série. Não perdi tempo! Reli e me apaixonei novamente por Nárnia e as Crônicas novamente. Exceto que agora eu tinha olhos para ver o que nunca tinha visto quando era criança. Aquela menina estava certa, era muito bom mesmo! 🙂

Til We have Faces (Até que sejamos nós mesmos – em tradução livre), que infelizmente nunca foi traduzido para o português, foi o último livro que Lewis escreveu e é bem diferente de tudo o que ele escreveu antes. É o tipo de livro que você não gosta muito a menos que tenham uma certa maturidade, senão não faz muito sentido. Eu sei porque a primeira vez que li tinha acabado de sair da faculdade e mesmo achando interessante ele ‘entrou por um ouvido e saiu pelo outro’. Não entendi muito o que minha amiga que me emprestou o livro tinha achado de tão incrível. Anos (e muitas perdas e dores) depois eu li novamente.

UAU!

É só o que posso dizer. Acho que da segunda eu tinha a maturidade necessária e as palavras dele entraram e fora fundo, ressoando em cada fibra do meu corpo.

O livro conta o mito de Psiquê do ponto de vista da irmã (feia) dela, Orual. E aí é que está a genialidade do livro. Psicologicamente complexo e muito profundo, ele tem duas partes. A reviravolta vem na segunda parte. Mas não dá para pular a primeira, tem que ler. Mas vale tanto a pena!

A frase que usei é uma de muitas e gostei dela por muitas razões. Mas especialmente porque ela fala de exílio, de ser um ‘andarilho’, de ter a mente aberta e ver o mundo através de outros olhos. Fala de entender que somos um povo só e que o mundo é um lugar só. Independente das nossas nacionalidades e fronteiras precisamos uns dos outros e somos muito mais fortes juntos do que separados. Isto não é um cliché, é a verdade. E creio que em épocas de tantos problemas com refugiados e deslocados é algo bom de se lembrar.

Para montar a imagem que eu tinha em mente precisei usar muitas imagens diferentes. Primeiro precisei fotografar minha amiga, que no momento é a grávida mais linda, que topou ser minha modelo. Inclusive foi ela quem me deu o maior apoio para começar este projeto! (Obrigada Cecília!) 🙂 Saímos procurando por um lugar bom externo que eu pudesse fotografá-la mas não encontramos nada. Voltamos para casa onde eu montei todo o equipamento no meu pseudo-estúdio e fotografei algumas variações da primeira foto.

Colei a corda no teto com silvertape para me certificar que teria a foto que precisava. A segunda foto mostra o setup que usei. Um flash e luz natural da janela. Como sou eu quem está fotografando você não me vê (obviamente 😀 ) ou a janela que está atrás de mim.

Isto foi só o começo. Depois veio todo o trabalho de fazer o fundo e a casa voadora. Falando em casa voadora, o conceito/inspiração veio do trabalho maravilhoso do artista francês Laurent Chéhère chamado (adivinha?), ‘Casas Voadoras. Considerando o conceito e o que eu queria mostrar com a imagem final eu sabia que a idéia de uma casa voadora se encaixaria perfeita como aquela que você leva com você, tornando ‘lar’ qualquer lugar em que você se encontra. Precisei usar umas 3 casas diferentes para fazer a casa final cujos detalhes você pode ver na terceira imagem.

O fundo foi montado a partir de muitas fotos diferentes que tirei nas minhas viagens a lugares e continente diferentes. Perdi a conta de quantas fotos usei, definitivamente mais do que cinco. 😀 A última imagem do post é um close up do chão e um pouco do céu para você ver o que estou falando.

Até aqui esta é uma das imagens que mais deu trabalho para montar. Mas eu fiquei muito feliz com o resultado e espero que a idéia desta frase ressoe com você e te faça pensar, como fez comigo.

“Nenhum livro vale a pena ser lido quando temos dez anos que não valha a pena – e frequentemente vale a pena muito mais – lê-lo quando temos cinquenta ou mais anos de idade.” C.S. Lewis

2 comments

  1. Pingback: Week 15 – Making of | Semana 15 |

  2. Pingback: Week 25 – Making of | Semana 25 |

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *