Week 26 – Making of | Semana 26

(português abaixo)

Delicacy, by David Foenkinos is a surprising novel. It found its way into my personal library because of the movie, starring the brilliant Audrey Tatou. The movie is great, but once I learned it was based on a book I set out to look for it. A few months down the line I finally purchased it and, having read it, fell in love with it. Without giving too much away, the story is about a woman, who has a perfect life with a husband she loves. However, all that comes to a halt when he suddenly dies in an accident. A couple of years go by and she’s still grieving. One of her co-workers ends up in her office and they strike up a sort of relationship that the author explores so beautifully and hilariously that you can’t help but feel (and cheer) for the guy. It’s awesome. And it’s not your average romance at all. It’s french after all, it’s bound to be different. 😀

I loved the way Foenkinos writes, the way he develops the story line and the emotionally rich metaphors he makes throughout the book. So it was not a surprise that a few of his lines from this book ended up on my list. I loved the idea of the unobtrusive semi-colon, the unseen element that can flavor an entire sentence. Still, for a long time I had no idea how to flesh out the idea. I kept reading and coming back to it but this was one of the longest incubation periods as far as the quotes go. But then, considering I’ve been on this project for almost a year now, things like that were bound to happen. 🙂

Finally, the idea came: why not make a human semi-colon? As I thought about the context where the line was inserted and the grammatical meaning of a semi-colon, I grew convinced the color red was the way to go. In the book, the character of the co-worker, Markus, associates the color red with heartbreak and he goes up and down, on his thoughts about whether he is loved and wanted or not. For your information, a semi-colon is “a punctuation mark (;) indicating a pause, typically between two main clauses, that is more pronounced than that indicated by a comma.”

Putting all these ideas together I called a friend’s acquaintance, who is a ballet dancer, who was willing to be my model. Since I needed a model who could turn themselves into a punctuation mark I knew I’d need someone very flexible. 😀 So I was really grateful and happy when Andre agreed to it. He’s been a dancer for a few years now and you can see for yourself some of the stuff this guy can do. It’s jaw dropping!

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To be truthful, I had first conceived the idea of a black and white image, however, the night before, as I thought about what I wanted it to convey I decided to also shoot on a red background. Thank God for this idea because that was what made the photo! 😀

Not being a dancer, I had a few ideas of how he could turn into the dot or the colon, but Andre came up with much better and more beautiful ideas that worked so much better than the ones I had. Yay for creative collaborations! 😉 A note to anyone who is collaborating with other artists, let others do what they do best, give people the room to create with you. The final product will be much richer and more beautiful if you all work together!

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Once we were done with the shoot, we took some other images of him doing his thing, like the one below. 🙂 Didn’t I say he could make some impressive moves?

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This was the two of us once the shoot was finished.

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When it was time to put the whole thing together in photoshop you will notice by the video that it took me a few attempts until I got to the final image. In the end, it was a touch decision and even after deciding I still did a little bit of work before releasing it into the interwebs. You can see some of it in the video below:

I’m very grateful for all these creative intersections of people, books, ideas that have allowed me to continue creating this far. Makes life much more fun! ;c)


A Delicadeza, por David Foenkinos é um livro surpreendente. Adicionei-o à minha biblioteca depois de assitir o filme, estrelado pela brilhante Audrey Tatou (de Amélie Poulain). O filme é ótimo, mas quando descobri que era baseado em um livro fui procurá-lo. Alguns meses mais tarde finalmente comprei e lendo, me apaixonei. Sem estragar o livro, ele conta a história de uma mulher que tem uma vida perfeita com seu marido a quem ama. No entando, tudo pára quando ele morre repentinamente em um acidente. Passam-se dois anos e ela continua de luto, fechada. Até que um de seus colegas de trabalho vai parar em seu escritório e eles começam um relacionamento meio maluco que o autor explora de forma linda e hilária. É impossível não torcer (e sentir profundamente) pelo cara. É incrível. Nada a ver com um romance normal. Afinal, é francês, obviamente é diferente. 😀

Amei a forma como Foenkinos escreve, o modo como desenvolve a história e as ricas metáforas emocionais que ele descreve por todo o livro. Sendo assim não é surpresa alguma que algumas das suas frases tenham ido parar na minha lista. Eu amei a idéia de um ponto e vírgula discretos, o elemento quase invisível que pode dar sabor a uma frase inteira. Mesmo assim, por muito tempo, eu não tinha idéia de como dar cara a esta idéia. Eu lia e voltava frequentemente para esta frase – uma que teve um dos períodos mais longos de incubação até agora. Mas considerando que já faz quase um ano que estou neste projeto, coisas assim certamente aconteceriam. 🙂

Finalmente a idéia veio: porque não fazer um ponto e vírgula humanos? Enquanto pensava no contexto da frase e o significado gramatical de um ponto e vírgula, fiquei convencida de que a cor vermelha era o caminnho. No livro, o personagem do colega, Markus, associal a cor vermelha com dor emocional e passa por vários picos e vales em seus pensamentos sobre se é amado ou não.

Para a sua informação um ponto e vírgula ‘é uma pontuação utilizada indicando uma pausa, tipicamente entre duas frases que é mais pronunciada do que uma pausa indicada por uma vírgula.”

Juntando todas estas idéias chamei um conhecido de um amigo, que é dançarino de ballet, que estava disposto a ser meu modelo. Como precisava de uma pessoa que consiguisse se tornar um ponto e uma vírgula eu sabia que precisava de alguém flexível. 😀 Fiquei muito grata e feliz quando o André concordou em ser meu modelo. Ele já é bailarino há alguns anos e você pode ver por si mesmo algumas das coisas incríveis que ele consegue fazer. É demais!

Para falar a verdade eu tinha concebido a idéia para esta foto em preto e branco. No entanto, no dia anterior, enquanto pensava sobre o que queria despertar nas pessoas decidi também fotografar em um fundo vermelho. Graças a Deus por esa idéia porque no final foi o que salvou a foto! 😀

Não sendo dançarina eu tinha algumas idéias sobre como ele podia fazer o formato do ponto e da vírgula, mas o André deu idéias muito melhores e mais bonitas que funcionaram muito melhor do que as que eu tinha. Graças a Deus por colaborações! Uma nota a todos que tem colaborado com outros artistas: permitam que os outros façam o que sabem fazer de melhor e de a eles espaço para criarem com você. O produto final será muito mais rico e bonito se vocês trabalharem juntos!

Uma vez terminado o ensaio tiramos mais algumas fotos dele dançando, como a penúltima foto que você vê. Eu não disse que ele podia fazer umas coisas super legais? E como de praxe, não poderia faltar uma selfie de nós dois.

Quando chegou a hora de montar tudo no photoshop, você vai poder notar pelo vídeo, fiz algumas tentativas até chegar na imagem final. No final foi uma decisão difícil. E mesmo depois de decidido ainda mexi um tanto mais na imagem antes de publicá-la. Você pode ver o processo no vídeo acima.

Sou muito grata a todas estas intersecções de pessoas, livros e idéias que tem me permitido continuar  criando até aqui. Torna a vida muito mais divertida! 😉

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