Week 27 – Making of | Semana 27

This post has been a long time coming.

First I had to take a break from the project. I had another idea I couldn’t make work because the model wasn’t (and still isn’t) available. Since I couldn’t put that one idea into practice everything came to a stop. Plus, I had other business projects going on at the end and beginning of the year and I didn’t have enough creative juice to get everything going at the same time. One has to know one’s own limits, right?

When I finally found the time to develop another idea this was the one that came up. I have kept a small Moleskine with all the quotes that I find interesting from the (many) books I read. And as I pondered about them, the visual for this quote by Rainbow Rowell came to mind.

Eleanor & Park is a cute book about first love and the darker things that lurk in the real world. It’s a fast and easy read and I liked Rowell’s style. It’s more of a young adult novel, but it’s a cute one, a lighter read from weightier novels. The story is about a boy and girl who catch the school bus together every day and end up sitting side by side. Eleanor is the school misfit; she comes from a dysfunctional family and has some family secrets. Park is a more popular kid, the son of a former military and his Korean wife. They bond over comics, music, and books, but Eleanor keeps her family life well hidden from him.

Some of the passages in the book are quite heartbreaking. Like when Eleanor is sitting at the table with her mother, siblings, and stepfather, Richie who “had been drinking all day again, so he was all kinds of festive at dinner – laughing too much and too loud. But you couldn’t enjoy the fact that he was in a good mood because it was the kind of good mood that was just on the edge of a bad one. They were all waiting for him to cross over.”

Some others, like the quote I used to make the ‘Flying books’ image, are just lyrical. And it was this idea that she was letting something out that drew me to this quote. It brought to mind how many things we have trapped inside of us, waiting to be let out. To me, that was a vision of creativity unleashed. That when we open ourselves up, face our fears and create, something emerges from the deepest part of us that can connect with other over our shared humanity. To me, that’s true art. Not the kind we see in too many galleries and museums, but the kind that endures, the kind that speaks to us and connects with us.

That’s the kind of art that I want to create. For you, it may be your writing. Or your music, drawings, paintings, woodwork, sculpting, acting skills. I don’t know. But if we don’t let them out, if we let fear consume us, we leave the world a poorer place.

In order to build the image I had in mind, I invited my friend Giulia to be my model. One point of connection with the novel here is that Giulia, like Eleanor in the book, has red hair. I was glad she accepted and the weather finally cooperated for us to get the shots out in the open air. As usual, we did no makeup or hair for the shoot. Natural is how I prefer it. ūüėČ Since we shot in a public park I forgot to capture some behind the scenes footage. I was more concerned about the safety of my equipment and in getting the images I needed. Plus, it had been a while since I had shot for the project and I just plain forgot about it.

As you can see in the image below, this was the original background for the picture.

I had chosen a book that would behave the way I wanted when thrown up in the air and Giulia also helped me by doing that multiple times so I could get the shots to be included in the final image in photoshop.

Once all that was done I found the right background in my image bank and put the whole thing together. The process you can see here:

And here you can see Giulia and I right after the shoot was over. ūüôā I remain so grateful for all the friends who are willing to be my models!

Viola Davis, who has recently won an Oscar mentioned one of my favorite quotes in her acceptance speech: graveyards are the most expensive piece of real estate anywhere – they have buried within their gates countless, books, symphonies, paintings, photographs, etc that have never been let out into the world.

I firmly believe that each of us has been given gifts that are ours alone, and if we don’t use them, they die with us, and the world is poorer for it. Don’t take your creations to the grave with you. Let it out, let it live. Give it a try. ūüôā

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Este post demorou.

Primeiro eu precisava dar um tempo no projeto. Tinha outra idéia que não consegui fazer acontecer (ainda) porque a modelo não está disponível. Como aquela idéia tomava todo o espaço e não dava para fazer a coisa parou. Além disto, eu tinha alguns projetos de negócios acontecendo no final e começo do ano e não sobrava energia criativa para fazer tudo andar ao mesmo tempo. Precisamos reconhecer nossos limites, certo?

Quando finalmente tive tempo e energia para desenvolver outras id√©ias, foi esta que me ocorreu. Tenho guardado todas as cita√ß√Ķes interessantes de livros que gostei de ler em um caderninho. Enquanto relia, a id√©ia para esta frase de Rainbow Rowell apareceu.

Eleanor & Park √© um livro bonitinho ¬†sobre o primeiro amor e sobre coisas mais escuras que se escondem no mundo real. √Č um livro r√°pido e f√°cil de ler e gostei do estilo da autora. Acho que √© para um p√ļblico um pouco mais novo, mas √© bonitinho e mais light de ler do que outros livros. A est√≥ria √© sobre um menino e uma menina que pegam o √īnibus da escola juntos ¬†todos os dias e acabam sentando no mesmo banco. Eleanor √© uma¬†aluna¬†daquelas que os outros gostam de maltratar; ela vem de uma fam√≠lia disfuncional e esconde alguns segredos. Park √© um garoto mais popular, filho de um ex-militar e sua esposa coreana. Os la√ßos se formam entre os dois atrav√©s de quadrinhos, m√ļsica e livros, mas Eleanor deixa sua vida familiar bem escondida de Park.

Algumas das passagens do livro s√£o de cortar o cora√ß√£o. Como quando a Eleanor est√° sentada √† mesa com sua m√£e, irm√£os e irm√£s e seu padrasto, Richie que “tinha ¬†novamente bebido o dia todo, ent√£o estava todo festeiro na hora da janta,¬†rindo demais e falando alto. Mas n√£o dava para ficar feliz que ele estava de bom humor porque era o tipo de humor √° beira do mal humor. S√≥ est√°vamos esperando¬†a coisa virar.”

Algumas outras, como a frase que usei para a imagem dos ‘Livros Voadores’, s√£o lindas. E foi esta id√©ia de que ela estava libertando algo que me chamou aten√ß√£o. Me veio √° mente¬†quantas coisas temos presas em n√≥s, que est√£o esperando para sair. Para mim, esta √© uma imagem da criatividade sendo liberada. Que quando¬†nos¬†abrimos,¬†enfrentamos nossos medos e criamos, algo vem das nossas profundezas que pode se conectar com outros, algo da nossa humanidade. Para mim, isto √© a verdadeira arte. N√£o o tipo que vemos em muitas galerias e museus, mas o tipo que permanece, que fala e conecta-se conosco.

Este √© o tipo de arte que quero criar. Para voc√™ pode ser seus desenhos, m√ļsica, pinturas, esculturas, marcenaria, teatro. N√£o sei. Mas se n√£o os deixarmos sair, se deixarmos o medo nos consumir, deixamos o mundo um lugar mais pobre.

Para poder montar a imagem que tinha em mente, convidei minha amiga Giulia para ser minha modelo. Um ponto de conex√£o com o livro √© que a Giulia, como a Eleanor no livro, tem cabelos ruivos. Fiquei feliz que ela aceitou e que o tempo finalmente cooperou o suficiente para podermos tirar as fotos do lado de fora. Como √© normal, n√£o fizemos maquiagem ou cabelo para as fotos. Eu prefiro natural. ūüėČ Mas como fotografei em um parque esqueci de pegar algumas fotos de making of; fiquei mais preocupada com a seguran√ßa do meu equipamento ¬†e em conseguir as imagens que precisava. Al√©m disto, fazia um tempo que eu tinha fotografado para o projeto e esqueci. ūüėÄ

Como você pode ver na primeira imagem deste post, este foi o fundo original para a foto.

Escolhi um livro que se abriria como eu precisava quando fosse jogado para cima e a Giulia me ajudou jogando o livro várias vezes para que eu pudesse fotografar e incluir os vários livros na imagem final no photoshop.

Uma vez feito isto encontrei o fundo e os elementos certos no meu banco de imagens e juntei tudo. O processo você pode ver aqui:

 

E a √ļltima foto do post somos ¬†a Giulia e eu logo ap√≥s terminarmos. Sou sempre grata aos meus amigos que se disp√Ķe a serem meus modelos!

Viola Davis, ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante mencionou uma das minhas cita√ß√Ķes favoritas em seu discurso: cemit√©rios s√£o os peda√ßos de terra mais caros em qualquer lugar do mundo – ali est√£o enterrados incont√°veis livros, sinfonias, pinturas, fotografias, m√ļsicas etc que nunca viram a luz do dia.

Eu creio firmemente que cada um de n√≥s recebeu dons e talentos que s√£o nossos exclusivamente, e se n√£o os usarmos, eles morrem conosco e o mundo fica mais pobre por isso. N√£o leve suas cria√ß√Ķes para o t√ļmulo com voc√™. Deixe-os viver. Pelo menos tente. ūüôā

 

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